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Um dilema ainda não resolvido – A MÁSCARA NO ESPORTE.

Foi-me dada missão de falar do uso da máscara durante a atividade física e principalmente na corrida de rua ou trail.

Pois bem, demorei a aceitar o assunto, pois na verdade não havia lido nada mais concreto de artigo ou estudo, mas aos 42 do segundo tempo chegou até mim um artigo da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte que será a base para o que direi abaixo.

Antes de tudo, se for fazer atividade física, sozinho em um local e horário que não haja mais ninguém próximo, realmente não há necessidade do uso de máscara, isso é uma verdade.

Mas quando falamos em estar dividindo os espaços, mesmo com um bom distanciamento, aí já é preciso uma avaliação mais cautelosa, pois estudos na Bélgica e Holanda mostram que é possível que ao respirar de maneira mais intensa durante o exercício, mesmo ao ar livre, haja uma formação de uma “nuvem” de gotículas, saliva e outros fluídos que ficam suspensas no ar por um tempo e seria seguro manter pelo menos 20 metros entre as pessoas para evitar a passagem por esta nuvem, sendo no mesmo sentido ou sentindo contrário do movimento que pode ser uma corrida por exemplo.

Já um estudo com 112 pessoas em 12 academias de dança feita por médicos coreanos, mostrou um alto grau de contaminação provinda dos professores e de seus familiares, mas não comenta se estes usavam máscaras durante as aulas.

Sim, o uso de máscara, por exemplo, correndo, dificulta a respiração e torna mais pesado o exercício e diminui o rendimento, exigindo do organismo uma adaptação ao uso , mas assim que houver a adaptação, também existe um ganho de eficiência dos músculos respiratórios como o diafragma.

Não, o treino com a máscara comum não é o mesmo que com a máscara de treinamento hipóxico, onde esta tem a função de limitar a quantidade de oxigênio no ar o tornando rarefeito e levando a pessoa a ter melhor rendimento ao estar em contato com o ar que possui maior concentração de oxigênio, como ao nível do mar – este tema é polêmico – além disso a umidificação da máscara comum, e o aumento da temperatura do ar cria um microclima que faz com que esta perca a sua eficiência antimicrobiana.

Sim, se usar a máscara para exercitar-se durante um período, poderá haver ganhos no seu rendimento para a realização de atividades similares ao retirá-la, pois os pulmões e músculo como o diafragma serão mais eficientes e terão mais capacidade de absorção de oxigênio.

Neste mar de incertezas, o que temos é o bom senso e respeito, então a meu ver, se em local compartilhado com mais pessoas fora do nosso convívio familiar, é prudente o uso de máscara, seja com ou sem exercício.

E você, o que pensa?

Bons treinos.

ARTIGO CITADO – https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-86922020000400281&script=sci_arttext

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Fábio Alonso (Tchê)

Fábio Alonso (Tchê)

Fabio Moralles Alonso, mais conhecido por Tchê, é fundador, coordenador geral e técnico da Trainer Assessoria desde 2003. Corredor que curte aventuras que vão da ultramaratona a desafios como o Km Social, onde percorreu 1100 km em 21 dias em prol de um projeto social. Idealizador da PACE RUN, primeiro circuito de corridas com categorias por pace (sem sexo ou idade) e sócio da Indomit no Paraná. Apoiado pela Camelbak.

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