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Pés de Bailarina

Hoje pela manhã me peguei com a famosa palestra de Leandro Karnal: “Pés de Bailarina”, em que ele fala sobre o preço e o valor do trabalho. Pensei que sem trabalho duro não chegamos a lugar algum.
Com certeza você já deve ter ouvido: Cada um terá a vista da Montanha que estiver disposto a subir. E sei que falo aqui com aventureiros e sedentos por aventuras e é isto mesmo. É EXATAMENTE isto!

No andar da vida nós teremos muitos pontos de dificuldade que nos farão pensar que está muito difícil. Pensaremos que está mais difícil que o normal e mais difícil que para os os outros e isto nos dará um “gatilho”, uma desculpa para pararmos, reduzirmos a marcha ou até abandonarmos o sonho.
É aí, neste momento, é EXATAMENTE aí que se separam “Homens” de “Meninos”.  Aqui abre-se uma bifurcação entre os que vão abandonar seus sonhos e conviverão para sempre com esta frustração e os que vivem o sucesso, uma vida plena.
Como o blog é de pura aventura eu não quero me ater aos meus altos e baixos na vida profissional. Deixemos este tema para outro local, mas fico aqui com tudo que vivi e vejo atletas tanto de elite como um amador, mas que quer alcançar seus sonhos, passam.
São dias duros de trabalho. As dores e o cansaço chegam, desafiadores, soberbos. Austeramente dizem: “Você já passou dos limites e chegou o fim”. Chegam a ser convictas as vozes que falam em nossa mente e é EXATAMENTE nesta hora que você terá de se recompor e avançar.

Lembro no início da minha mudança de hábito, eu com quase 90 kg começando a correr e as dores no joelho visitaram o sedentário sem trégua. Eram insuportáveis. Lutei sozinho contra elas até onde deu e procurei ajuda médica. Após algumas consultas e ressonâncias a sentença veio, sem dó: “Você não poderá correr; esquece!” Minha resposta foi imediata: “Esqueça você, Doutor. Me dê algo paliativo pra dor então. Não precisarei tanto dos joelhos que não seja para correr. Usarei até o último km possível.”

Fiz a Meia Maratona do Rio 3 meses depois, chorando de dor, mas cruzei aquela linha de chegada. No final daquele mesmo ano, no dia 31, eu subia a temida “Brigadeiro” para completar minha primeira São Silvestre.
7 anos depois cá estou. As dores no joelho ficaram para traz. A musculatura se fortaleceu, a minha estrutura mudou. Perdi peso e fiquei mais forte e hoje joelhos são a parte forte da minha corrida.
Não que agora seja um mar de rosas. Com as ultramaratonas vieram outras lesões, entre elas a mais grave: Uma pubalgia crônica que já me tirou de provas, de semanas de treinamento e me faz correr rangendo os dentes de dor alguns dias pela manhã.
Lesão esta que já fez parar grandes atletas como Kaká, Guga…
Engraçado é o “ataque” dela. Ela inflama e crava suas garras em meu quadril, abdômen e coxas EXATAMENTE quando estou em busca de meus sonhos: A ULTRAMARATONA.
Eu tenho dois caminhos: Definir se mudo a distância e consigo fluir mais tranquilo ou se continuarei a sentir dor em busca dos meus sonhos.
E toda manhã eu faço A ESCOLHA CERTA!
EXATAMENTE aqui eu encerro este ensaio e você já deve ter notado quantas vezes eu usei a mesma palavra e dei ênfase à ela.
Quero que você termine esta leitura se posicionando EXATAMENTE na direção dos teus maiores sonhos de conquista.

Simbora aventureiros!!!

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Sergio Garcia

Sergio Garcia é Ultramaratonista, empresário e idealizador da Equilíbrio Esportes. Apaixonado por aventuras, já competiu nas principais provas no Brasil e fora dele, além de percorrer trilhas fantásticas. Nas horas vagas ele tenta "colocar suas aventuras no teclado", buscando convidar seus leitores a passear com ele e se sentirem capazes e motivados a sairem do sofá e viverem também estas aventuras.

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