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Melhora na performance de corredores de média e longa distância através de treinos resistidos

A melhora do desempenho em corridas de média e longa distância se deve a melhora gradativa de variáveis fisiológicas, biomecânicas, psicológicas, fatores ambientais, fatores técnicos e táticos.

Pensando em uma perspectiva fisiológica, temos três parâmetros principais que influenciam diretamente no desempenho, são eles:

1) Consumo máximo de oxigênio (VO2max)

2)Economia de movimento

3)Limiares de esforço (parâmetros de lactato sanguíneo)

Segundo um grupo de pesquisadores liderados por Richard C. Blagrove et al., eles identificaram em uma meta-análise, que esses três fatores juntos, respondem por um acerto de 95% na previsão da performance em um teste de 16km realizado em atletas bem treinados. Ou seja, a velocidade relacionada ao VO2max, os limiares de esforço baseados em parâmetros de lactato, mais a economia do movimento tem sido muito usado para explicar as diferenças de desempenho entre a distância e intensidade treinadas por corredores.

No entanto, o ponto alto da pesquisa mostra que o VO2max difere pouco em grupos homogêneos de corredores de longa distância, o que sugere que fatores que influenciam na economia de movimento mostra uma grande variabilidade entre os indivíduos.

Nesse sentido, eles observaram um  grande eixo para sustentar a performance submáxima na corrida e seu custo energético. Sendo assim, resolveram ver como o treino de força contribui para o desempenho dos corredores de média e longa distância através da economia de movimento. Para isso, eles observaram também, após os treinos de força, como se comportaram os dados antropométricos, fisiológicos, biomecânicos e neuromusculares.

Os resultados desse estudo sugerem que o treino de força parece fornecer benefícios para melhorar a economia do movimento e a velocidade de sprint final  no final de uma prova, por exemplo. Já o VO2max, limiares de esforço (lactato) e a composição corporal parecem não ser afetadas pelo treino de força.

A conclusão final sugere que treinos de força, potência e pliométricos, de 2 a 3 vezes na semana, podem afetar positivamente o desempenho dos corredores.

Referências:

Richard C. Blagrove, Glyn Howatson, Philip R. Hayes. Effects of Strength Training on the Physiological Determinants of Middle- and Long-Distance Running Performance: A Systematic Review, Sports Med (2018) 48:1117–1149. Disponivel em: https://link.springer.com/content/pdf/10.1007%2Fs40279-017-0835-7.pdf acesso em 26/11/2018.

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Alan Schmidt

Alan Schmidt

Diretor executivo e treinador na Bio Eco Esportes. Periodiza e administra treinamentos personalizados esportivos indoor e outdoor no Brasil e exterior desde 2001 e com diversos atletas em seleções nacionais de canoagem slalom e natação, bem como atletas amadores em Montain bike, Triathlon, travessias, Rafting e Corrida. Com formação e mestrado em Educação Física.

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