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Já ouviu falar de EFEITO PROTETIVO?

O correr nas montanhas é o ato de subir ou descer a maior parte do tempo e para isso é preciso buscar a melhor condição física para que consigamos subir bem e descer de maneira eficiente.

Existe uma máxima que é: SUBIDA CANSA e DESCER MACHUCA. Ela se baseia no fato de que na subida, como fazemos força concêntrica (encurtamento do músculo) e a carga mecânica resultando nas articulações é menor, o risco de uma lesão é bem menor e as dores musculares no pós treino (aquela dor TARDIA) é baixa.

Já nas descidas, o músculo trabalha alongado, gerando uma carga mais lesiva, o que nos faz sentir aquela dor na frente da coxa (quem já sentiu sabe bem o que é) e a carga mecânica sobre as articulações é muito grande, visto que estamos ferindo o movimento e para isso precisamos fazer força excêntrica.

Alguns estudos mostram que se for incluso nas sessões de treino de corrida algumas cargas em DESCIDAS, ou seja, treinos de corrida em alta intensidade e para baixo, descendo, se gerando uma carga muscular alta, mas em pouco volume, por exemplo 3 a 8% do volume semanal o que daria por exemplo 3 a 8 km para quem faz 100 km na semana.

A sugestão seria fazer 3 sessões com 21 – 14 – 7 dias antes do evento principal ou prova.

O que se ganha com isso?

Esta carga gera uma adaptação muscular e de percepção de dor mais efetiva, frente ao esforço no evento principal, e com esta uma maior capacidade de “lidar” com a carga de descida. Ainda se tem uma economia muscular e diminuição da perda de força na hora de subir novamente, pois quando se faz descidas fortes demais o músculo não treinado da forma correta perde a capacidade de contração e força.

Então, em resumo, é preciso treinar descida na dose certa para SUBIR melhor e sentir menos dor TARDIA.

Bora lá então incluir nos seus treinos esta rotina.

Bons Treinos.

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Fábio Alonso (Tchê)

Fabio Moralles Alonso, mais conhecido por Tchê (48 anos), é fundador, coordenador geral e técnico da Trainer Assessoria desde 2003. Corredor amador que curte aventuras que vão da ultramaratona a desafios como o Km Social (2016), onde percorreu 1100 km em 21 dias em prol de um projeto social. Palestrante na área de treinamento em corrida saúde e motivacional. Apoiado pela marca Camelbak.

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