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Como ficam seus treinos durante o inverno?

Bom, chegou aquela época do ano em que, para quem mora em locais onde o frio é pegado, e este acaba sendo um fator a mais à desafiar-nos em manter nosso planejamento de treinos em dia.

Eu moro no Rio Grande do Sul, onde de maio até agosto praticamente, o clima nem sempre está favorável para atividades outdoor, como no meu caso, o Mountain Bike. Primeiramente por conta da diminuição das horas de sol no dia. Este quesito acaba por reduzir a janela de treino disponível, o que demanda uma organização extra para praticar na rua. Segundo vêm as chuvas e o frio. É um período de maior umidade e temperaturas baixas.

Mas como, quando a possibilidade aparece, tem algumas dicas que eu gosto de compartilhar, principalmente envolvendo vestuário, que me ajudam bastante a encarar este clima mais adverso.

Efeito cebola: do colete, à camiseta, à segunda pele. Manguitos também nesta composição.

O item chave neste “look” para pedalar na rua, é o colete corta vento. É muito versátil, leve de usar, protege do vento direto na região do tórax, quando em velocidade alta, e em uma escalada, por exemplo, quando o corpo esquenta, o zíper frontal funciona como um excelente regulador de temperatura.

Os manguitos são tão úteis quanto o corta vento. Da mesma forma, protegem e mantem os braços aquecidos em velocidades maiores, e quando dá uma esquentada, podem ser recolhidos até os punhos e vestidos novamente caso volte a esfriar.

Uso casaco apenas quando está muito frio, abaixo de 5°C, pois sei que não vou precisar tirar o mesmo.

Bandana. Esta peça em formato tubular, tem muitas formas de ser utilizada. Importante proteger os ouvidos e cabeça ao vesti-la. Em caso de aquecimento, descubra os ouvidos que normalmente é suficiente. Uma bandana adicional pode ser usada na região do pescoço, conferindo maior proteção nesta região tão sensível ao frio.

A bandana tubular pode ser usada como gorro e também como balaclava. Uma peça adicional também pode proteger o pescoço.

Pernitos. Este é um item que costumo utilizar em temperaturas inferiores à 10°C e num dia onde a previsão de aquecimento não deva ultrapassar esta marca. É uma peça que também pode ser removida ao esquentar, mas que normalmente é mantida até o final da atividade, pois demanda interromper esta para removê-la.

Meias e Luvas de inverno: São as áreas onde sinto mais o frio. Procuro proteger bem usando luvas compostas por materiais que impedem a passagem do vento e ainda possuem uma espécie de fleece em seu interior. Por vezes, devido à sua composição ser mais robusta que as luvas de verão, perde-se um pouco da habilidade das mãos, mas nada que seja comprometedor na pilotagem. As meias normalmente compostas por um tipo de lã, como as de Merino, dão uma boa protegida.

Botinhas ou biqueiras de Neoprene para sapatilhas: Essas sim, não permitem que o vento gelado penetre na sapatilha, e podem manter tanto a ponto dos pés quanto tornozelos aquecidos. Gosto demais. Em provas, não costumo utilizar, pois podem atrapalhar se em algum momento, empurrar a bike for necessário.

Botinha neoprene

Enfim, ter essa disponibilidade de se vestir em camadas, que podem ser removidas ou ajustadas, torna as atividades no inverno viáveis. E para os dias que não estão bons para a atividade na rua, recorre-se à academia ou rolos de treinamento, como os de equilíbrio ou os mais modernos Smart Trainers. Pode-se realizar treinos excelentes com estes equipamentos, evoluindo em desempenho. É talvez o período do ano mais diferenciado para mim em relação a outros atletas da minha categoria, pois mantenho todo o meu planejamento, independente do clima, usando e abusando destes recursos.

Treino indoor

Avalie sempre a situação e se pergunte em caso de clima mais severo:
– É preciso ir pra rua hoje?
– É seguro treinar neste horário?
– Vale a pena a exposição?

 

Espero ter contribuído e precisando basta chamar!

Abraço!
Chico.

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Francisco Rotta Muller

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