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Carboidrato ou gordura, o que dá mais energia para a prática do montanhismo?

Por Homero Munaretti

O Montanhismo é um esporte que tem em sua essência a necessidade da autossuficiência, em diversos sentidos, inclusive alimentar, durante a sua prática. Isso ocorre geralmente pela sua praticar ser em lugares remotos, em meio a natureza, muitas vezes de difícil acesso, e com duração de diversos dias. Para se alcançar a autossuficiência durante esse período, o planejamento adequado e a escolha do que se irá levar consigo se torna uma grande preocupação dentre os praticantes dessa modalidade de esporte.

Dentre equipamentos e vestuário, a alimentação também se inclui dentro desse planejamento adequado. Pois os erros no planejamento dala podem te levar, desde carregar peso em excesso, quanto não ter energia pela falta de nutrientes. Situações essas, que dependendo do local escolhido podem colocar até a vida do praticante em risco.

Quando o assunto é fornecimento de energia pela alimentação para o organismo, 2 nutrientes sempre são mencionados, os Carboidratos e as Gorduras. Esses 2 nutrientes têm grande importância para a nossa cadeia energética. Entretanto, devido às características do montanhismo, o acesso a alimentos fonte desses nutrientes é dificultado, o que nos leva novamente à questão da importância do planejamento prévio.

Carboidrato ou gordura, qual é melhor para gerar energia?

Assim, a escolha dos alimentos e com isso a maior oferta de um nutriente em relação ao outro, acaba acontecendo. Dentre esses 2 nutrientes, a gordura foi a que ganhou maior destaque entre os montanhistas, isso se devido a algumas qualidades desse nutriente e dos seus alimentos fonte, alta durabilidade, além da sua relação com a história da sobrevivência e evolução do ser humano. A Gordura é um nutriente que aparece em grande quantidade em castanhas, carnes e embutidos, queijos, ovos, sementes, e alimentos industrializados. Ela tem como característica um alto valor calórico, ou seja, grande capacidade de fornecimento de energia por grama, uma alta capacidade de causar saciedade, e o nosso corpo apresenta uma grande reserva dela.

Já o Carboidrato, é o nutriente mais abundante dentre os vegetais como cereais (trigo, milho, aveia, arroz), tubérculos (batatas), e frutas. Desse modo, são a base dos pães e massas, e ainda aparecem nas demais hortaliças e legumes compondo sua massa e fibras. Eles ocupam a base da nossa alimentação, com esses alimentos também sendo a nossa maior fonte de micronutrientes (vitaminas, minerais e antioxidantes). O Carboidrato está presente dentro dos ciclos de produção de energia mais rápidos, mas seu estoque no organismo é limitado. E para atingir grande quantidade desse nutriente, o volume a ser ingerido também tem de ser grande. Além de apresentar uma rápida digestão

Por isso, a gordura acabou ocupando o espaço de alimentos fonte mais presentes dentre a alimentação dos montanhistas. Entretanto, os ciclos de produção de energia do nosso organismo têm várias etapas que ocorrem em simultâneo. Com períodos de priorização de cada uma diante a situação de esforço e demanda do organismo.

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As vias de fornecimento de energia do organismo se iniciam por sistemas anaeróbios, ou seja, aqueles que não necessitam de oxigênio, passando posteriormente para os aeróbios, aqueles que necessitam de oxigênio.

A gordura inicia seu fornecimento de energia na etapa aeróbia, e por isso acaba não sendo o principal combustível para algumas modalidades de exercício. Ficando assim a via anaeróbia como predominante. O montanhismo é um esporte de longa duração, com intensidade e ritmo variáveis. Esse tipo de exercício tem como fonte principal de energia o metabolismo aeróbico. E sendo as gorduras o nutriente com maior capacidade de energia, e maior reserva de energia do organismo, tende-se a pensar que ela seria o alimento mais indicado para a alimentação nesse esporte.

Entretanto, esse pensamento é errado. E isso se deve a via de produção de energia da gordura ter alguns limitantes se comparada a do carboidrato. A via do carboidrato se inicia sem oxigênio, e mesmo após a energia transacionar para o uso majoritário do oxigênio, o seu ciclo tem uma velocidade de produção de energia maior e utiliza menos oxigênio do que o ciclo da gordura. E ainda existe o fator de que alguns substratos que são necessários para o funcionamento do clico de queima da gordura vem em sua maioria do ciclo dos carboidratos, o que na falta da ingestão de carboidratos acaba resultando no uso de outras fontes que fornecem menos e mais lentamente esses tais substratos para o funcionamento do ciclo da gordura.

Por isso, para um maior desempenho no montanhismo, a ingestão de carboidratos deve ser priorizada na alimentação do montanhista, principalmente em ambientes com pouco oxigênio como em montanhas de altitude. Mas não se pode abandonar a ingestão de gorduras também, pois seu ciclo de queima também fornece grande parte da energia, principalmente em esportes de longa duração devido ao seu grande estoque no nosso organismo. Assim como a de proteínas, que tem grande importância na recuperação muscular. Portanto, criar estratégias para poder transportar, preparar e armazenar, de forma otimizada cada tipo de alimento é de extrema importância para o fornecimento de energia, recuperação muscular, e manutenção da saúde, durante a prática do montanhismo.

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