Menu Filtro

Bem vindo aos 60 anos

Aos 60 anos já é possível sentir alguns efeitos da idade. São comuns alguns relatos sobre lesões durante as práticas esportivas aos finais de semana, o cansaço excessivo durante a caminhada ou corrida com as amigas, as dores nas articulações dos joelhos, coluna e pescoço ou até mesmo a fragilidade em realizar atividades que antes eram comuns no nosso dia a dia. Isso tudo é reflexo da conduta escolhida para envelhecer, ou seja, o processo de envelhecimento é irreversível, no entanto, você pode envelhecer com saúde ou simplesmente deixar-se ficar frágil e sucetível aos efeitos do sedentarismo.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a população com mais de 60 anos de idade está crescendo mais do que qualquer outro grupo etário. E pensando nisso, observamos que muitas pessoas com mais de 60 anos não chegam a essa idade de maneira saudável. Sabemos que o aumento da idade está relacionada com a diminuição do bem-estar, entretanto, também observamos que indivíduos com a mesma idade cronológica podem variar em saúde e estado funcional.

Síndrome da Fragilidade

De acordo com a equipe de pesquisadores da Prof (a). Dra. Carmen De Labra, em 2015, eles observaram a evolução de um fenômeno chamado “síndrome da fragilidade”. Essa síndrome pode ser definida pela presença de três ou mais dos seguintes critérios: encolhimento, fraqueza, baixa resistência aeróbica, lentidão na execução de movimentos e baixo nível de prática de atividade física. Nesse sentido, esse fenótipo de fragilidade classifica as pessoas em 3 condições principais: 1- Não frágil; 2- Pré- Frágil e; 3- Frágil.

A fragilidade é um conceito de profunda reflexão, que envolve vários domínios, como a marcha, a mobilidade, equilíbrio, força muscular, desenvolvimento e processamento dos movimentos, cognição, nutrição, resistência e atividade física. E suas consequências se relacionam a quedas, invalidez, a necessidade de cuidados a longo prazo, hospitalização e até a morte.

Revertendo os efeitos

Entretanto, é possível diminuir esses efeitos ou até mesmo revertê-los se for iniciado um processo de auto-cuidado que envolverá disciplina e dedicação.  A literatura científica consultada observou que a intervenção pode ser feita de 2 ou 3 vezes na semana, através de treinamentos de força progressiva, caminhada funcional (a qual consiste em exercícios relacionados às atividades diárias de mobilidade), exercícios de equilíbrio e exercícios derivados dos princípios do Tai Chi, programa de treinamento em circuito baseado em capacidade funcional (sendo uma combinação de exercícios de equilíbrio e força da parte inferior do corpo).

Nesse contexto, os pesquisadores observaram que devido aos exercícios citados, foram observados o aumento na força muscular e melhora na composição corporal, o que resultou em diminuição na quantidade de quedas e a melhora na mobilidade, equilíbrio e atividades funcionais.

Esses achados nos revelam a importância dos exercícios de força em conjunto com o treinamento de atividades que visam reforçar o suporte a atividades funcionais de vida diária. Nesse sentido, encontre um professor de Educação Física especializado em personalizar as condutas necessárias à sua realidade atual.

Bons treinos!

Referências:

De Labra C., Guimaraes-Pinheiro C., Maseda A., Lorenzo T., Millán-Calenti J.C. Effects of physical exercise interventions in frail older adults: A systematic review of randomized controlled trials. BMC Geriatr. 2015;15:154 doi: 10.1186/s12877-015-0155-4.  Disponivel em : https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4667405/ . Acesso: 25/09/2018.

 

There are no responses so far.

Alan Schmidt

Alan Schmidt

Diretor executivo e treinador na Bio Eco Esportes. Periodiza e administra treinamentos personalizados esportivos indoor e outdoor no Brasil e exterior desde 2001 e com diversos atletas em seleções nacionais de canoagem slalom e natação, bem como atletas amadores em Montain bike, Triathlon, travessias, Rafting e Corrida. Com formação e mestrado em Educação Física.

Patrocínio

Apoio