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Qual a verdadeira eficácia dos repelentes de insetos

Profilaxia de exposição à doenças vetoriais

Qual a verdadeira eficácia dos repelentes de insetos: O que diz a literatura médica?

Conheça suas diferenças e proteja-se corretamente.

Insetos e humanos convivem desde sempre. E são poucas as informações disseminadas junto às diversas especialidades médicas acerca das medidas de proteção contra doenças vetoriais.

O motivo desta carência de informações talvez se deva à forma com que os governos trabalhem no controle de doenças transmitidas por insetos como a Dengue, a Malária e a Leishmaniose, e mais recentemente a Zika, Chikungunya, restringindo toda sua comunicação e esforço na divulgação do controle e eliminação do vetor e quase nunca na proteção individual.

É certo que existe uma grande demanda da população por medidas de proteção, já que as epidemias têm grande repercussão e o ataque do carrapato transmissor da febre maculosa, por exemplo, é muito frequente e motivo de grande desconforto. Porém, todo o esforço de comunicação sobre o assunto se restringe às medidas de saúde pública: o controle ou eliminação do vetor e quase nunca a proteção individual.

EPIDEMIOLOGIA

A OMS – Organização Mundial de Saúde afirma que todo ano 50 milhões de pessoas são infectadas pelo Aedes aegypti causando cerca de 25 mil mortes além de mais de um milhão de mortes ocasionadas pela malária

As autoridades sanitárias se esforçam em divulgar o controle da proliferação do inseto. Estas medidas são corretas e necessárias e devem ser permanentes, já que o calor e a umidade, ideais para a proliferação dos mosquitos, estarão sempre presentes nas regiões tropicais do planeta.

Entretanto, a literatura médica sobre profilaxia de exposição às doenças vetoriais é muito farta e indica a proteção individual como uma medida verdadeiramente eficaz contra o desconforto, reações alérgicas e, principalmente, as doenças transmitidas por insetos.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO

REPELENTES

Diante da necessidade de proteger seus soldados no exterior, o exército americano empreendeu a pesquisa e o desenvolvimento da profilaxia com substâncias químicas. No caso dos repelentes cutâneos, mais de 9.000 substâncias foram testadas desde a década de 403.

ICARIDINA

A ICARIDINA é um repelente extremamente polivalente, superior ao DEET substância tida até agora como a mais eficaz contra cada tipo de inseto4.

A tabela 1 mostra quanto tempo dura em média a proteção das substâncias repelentes, bem como sua concentração ótima:

Tabela I

Principais princípios ativos utilizados como repelentes

DEET* DMP* EHD* IR35/35* ICARIDINA**
Concentração ótima 35% – 50% 40% 30% – 50% 10% 20%
Proteção média 4 à 6 horas 1,5 hora 1 hora 4 horas 10 horas

Tabela I. – Comparação da eficácia dos diferentes repelentes cutâneos

* Carnevale P. in : DuPont HL, Steffen R Eds. Textbook

** The Medical Letter on drugs and therapeutics 2003; 45: 41-2. 1969; 100: 582-86.

. DEET – dietiltoluamida,

. DMP – dimetilftalato,

. EHD – etilhexanediol,

. IR35/35 – N-butil-N-acetil-3-etilaminopropianato.

. ICARIDINA (KBR3023, Bayrepel/Saltidin) – 1-piperidincarboxylid acid 2-(2-hydroxyethyl)-1-methylpropylester

A Tabela III abaixo, compara as diferenças entre o DEET e a ICARIDINA.

TABELA III

DEET – 50% ICARIDINA/(KBR3023 – Bayrepel)*
Concentração Ótima 50% 25%
Tempo de proteção 5 horas 10 horas
Irritação das Mucosas Sim Não
Interação com protetores solares Sim Não
Idade mínima 12 anos 2 anos

SEGURANÇA

Alguns casos raros de encefalopatia tóxica foram constatados em crianças com menos de dez anos que usaram produtos subdosados em DEET o que levou a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária a vetar o uso de repelentes com DEET em crianças menores de 12 anos.

Não existe produto registrado junto à Anvisa com concentração superior à 30 % no Brasil. O ativo IR3535 é o produto mais seguro para aplicação em Bebes de 6 meses a 2 anos. Recomenda- se a utilização de Repelentes com IR3535 na pele descoberta e Repelentes com Icaridina para ser passado sobre as roupas do bebê, vestindo-as apenas após a secagem, assim tendo  uma proteção completa.

Aproximadamente 40% das picadas de mosquitos ocorrem através da roupa8. Sendo assim, a pesquisa e o desenvolvimento da proteção pessoal contra mosquitos sempre associaram um repelente cutâneo aplicado sobre as partes descobertas e renovado a cada quatro ou cinco horas (dependendo do princípio ativo e da sua concentração) e uso de roupas impregnadas de repelentes – o mosquiteiro com inseticida pode ser considerado um complemento noturno deste conceito.

A ICARIDINA pode perfeitamente ser utilizada para impregnar roupas – a pulverização das roupas, um spray de ICARIDINA à concentração a partir de 20% assegura uma proteção efetiva contra mosquitos e carrapatos9.

Como no caso dos medicamentos, seguir todas as instruções é essencial e muitas vezes a utilização correta dos Repelentes é determinante para proteção adequada da pele.

Convém, além disso, insistir que as roupas sejam:

– compridas e largas, já que o mosquito picará com mais facilidade a pele envolta por uma calça/ roupa apertada.

– impregnadas com ICARIDINA por pulverização, uma operação simples que pode garantir proteção por 48 horas ou uma lavagem10.

Perfumes atraem insetos, são potencialmente alergênicos e devem ser evitados, bem como repelentes com fragrâncias.

Na aplicação, recomenda-se especial atenção à frequência – uma ou duas aplicações por dia nos momentos mais críticos (ao pôr do sol, por exemplo, numa região sujeita à malária), renovada a cada 10 horas ou com mais freqüência se a temperatura for muito elevada.

As áreas que devem ser protegidas são todas aquelas que estiverem expostas e a superfície externa dos tecidos. Os repelentes evaporam criando uma nuvem de 4 cm em torno da área aplicada. Aplicar na pele e depois cobri-la com a roupa impede a evaporação e torna o repelente ineficaz.

A aplicação deve ser generosa e homogênea. A tendência das pessoas é usar menos do que deveriam e como o raio de ação é de apenas 4 centímetros, o repelente aplicado na face não protegerá, por exemplo, a nuca11.

A taxa de mortalidade das doenças transmitidas por artrópodes requer produtos repelentes de grande eficácia. Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine por M.S. Fradin e equipe12 , afirma que os repelentes à base de DEET em baixas concentrações não oferecem proteção total, confiável e prolongada contra picadas de mosquitos.

Além do DEET em concentrações entre 35 e 50%, a literatura médica indica a ICARIDINA na proteção contra picadas de insetos.

TESTES

Este estudo do The New England Journal of Medicine12 avaliou 15 voluntários, nos quais foram testadas a eficiência e a duração de diversos repelentes químicos, alguns contendo DEET, outros IR35/35 e outros ainda, repelentes de origem vegetal, em geral, menos agressivos.

Os médicos americanos lembraram que a ICARIDINA é o repelente melhor avaliado.

Testes em campo contra o anófeles seriam ainda mais favoráveis à ICARIDINA, visto que a substância resiste melhor à transpiração. A ICARIDINA demonstra a maior eficácia contra o anófeles em comparação com o DEET14.

Os repelentes botânicos (citronela) e nenhum outro composto orgânico ingerido, incluindo alho e tiamina (Vitamina B1) mostraram-se capazes de repelir os insetos.

Repelentes à base de ICARIDINA são o padrão de referência da profilaxia contra exposição às doenças transmitidas por insetos, principalmente nas regiões onde o risco de picadas de artrópodes é alto. A associação de roupas impregnadas garante a máxima proteção contra as picadas de insetos transmissores de doenças evitando o absenteísmo e aumentando a segurança do trabalhador.

Evaluation of Olyset insecticide-treated nets distributed seven years previously in Tanzania, Tami, A., et al. 2004 Malaria Journal 2004, 3:19.

  1. World Malaria Report 2005 – http://rbm.who.int/wmr2005/
  2. Vodoz AL. La prophylaxie d’exposition du paludisme. Med Hyg 1989; 47 : 2855-2857
  3. Costantini C, Badolo A, Ilboldo Sanogo E. Field evaluation of the efficacy and persistence of insect repellents DEET, IR3535, and KBR3023 against Anopheles gambiae complex and other Afrotropical vector mosquitoes. Trans Royal Soc Trop Méd Hyg 2004; 98:644-52.
  4. Le Goff V. Camevele P. Évaluation d’un Repulsif à base de DEET sur trois vecteurs du paludisme en Afrique Centrale. Cahiers Santé 1994 ; 4:269-273
  5. Insect Repellent. Med Lett Drugs Ther 2003; 45:41
  6. SP Francês et al. J Méd Entomol 2002; 39:541
  7. Grannet P. Haynes HL Insect repellent proerties of 2-ethylhexanediol-1,3. J Econ Entomol 1945 ; 38 : 671-675
  8. http://wwwn.cdc.gov/travel
  9. http://wwwn.cdc.gov/travel/contentMosquitoTick.aspx
  10. Maibach HW, Kahn AA, Akers W. Use of Insect repellent for maximun efficacy. Arch Dermatol 1974 ; 109 : 32-35.
  11. Fradin MS, Day JF. Comparative Efficacy of insect repellents against mosquito bites. N Engl J Med 2002; 347 (1): 13-18.
  12. J Méd Entomol. 2004; 41 (3) 414-417
  13. Costantini C, Badolo A, Ilboldo Sanogo E. Field evaluation of the efficacy and persistence of insect repellents DEET, IR3535, and KBR3023 against Anopheles gambiae complex and other Afrotropical vector mosquitoes. Trans Royal Soc Trop Méd Hyg 2004; 98:644-52
  14. Miot, H.A.; Batistella, R.F.; Batista, K.A.; Volpato, D.E.C.; Augusto, L.S.T.; Madeira, N.G.; Haddad Jr., V. & Miot, L.D.B. – Comparative study of the topical effectiveness of the andiroba oil (Carapa guianensis) and DEET 50% as repellent for Aedes sp. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo, 46(5):253-256, 2004
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