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Por que a pegada hídrica irá substituir a pegada de carbono?

Estamos entrando na Economia da Água

“Estamos entrando na Economia da Água”, falou Barbara Buchner, Diretora da Climate Policy Initiative (Iniciativa de Políticas Climáticas), em Veneza. Independentemente de como encaramos a situação, a realidade é que os recursos estão ficando progressivamente mais escassos e há mais pessoas competindo por esses recursos. Esse tema apareceu em diversas sessões a partir de olhares de diferentes especialistas, mas com um denominador em comum: o custo e a disponibilidade de alimentos e bebidas estão fadados a mudar drasticamente nos próximos anos.

O século XX começou com pouco mais de 1,5 bilhões de pessoas no planeta e terminou perto dos 6 bilhões. Se as projeções populacionais estiverem corretas, em 2050 (ou seja, daqui a apenas 34 anos), seremos 9 bilhões. Isso significa que o crescimento populacional, a crescente prosperidade de bilhões, a mudança de dietas globais, a urbanização e os biocombustíveis estão cada vez mais relacionados com o que comemos e quanto pagamos por isso. Se olharmos o mapa do Estresse Mundial da Água, logo perceberemos que a água será o “x da questão” para a China, Índia e até mesmo para os EUA. Veremos também que a era da abundância ilimitada de água para produzir alimentos e bebidas está rapidamente chegando ao fim.

Por que Nossa Pegada Hídrica Está Crescendo?

Na medida em que as pessoas buscam dietas mais sofisticadas, a pegada hídrica aumenta exponencialmente: beber água do filtro é um negócio simples (um litro de água do filtro ou encanada exige um litro de água), mas quando mudamos para águas engarrafadas, a pegada hídrica aumenta consideravelmente. De acordo com Buchner, a pegada hídrica da água engarrafada equivale a cinco litros de água, enquanto que a pegada hídrica de um litro de refrigerante equivale a 340 a 620 litros de água. Na medida em que bilhões de pessoas ao redor do mundo ascendem para a classe média, eles também irão querer comprar essas coisas, mas de onde virá essa água? Os especialistas alertam que, com esse aumento de demanda e uma oferta relativamente fixa, o custo da água deverá aumentar drasticamente. A comida que costumava ser barata (por exemplo, um hambúrguer de 7 reais) provavelmente não será mais, pois são necessários 15.000 litros de água para produzir 1 kg de carne (a mais alta taxa entre todas as comidas).

Para ter certeza, a mistura de cozinhas e influências é emocionante para o mundo da culinária. Janet Helm escreveu um blog sobre tendências de restaurantes em 2012 e observou que “a culinária está em uma encruzilhada, onde tudo colide”. Enquanto os fãs de culinária se divertem, o blog também ressalta o quão hiperconectado nosso sistema de alimentação se tornou.

A questão é: como podemos envolver as pessoas em um diálogo produtivo e significativo sobre dietas, especialmente considerando as diversas outras crises ocorrendo no mundo? Será possível uma mudança real de paradigma? E onde devemos cutucar? Nos EUA, por exemplo, é necessário mudar o Projeto de Lei de 2012, denominado Farm Bill, para que ele barateie os alimentos corretos, como frutas, legumes e verduras, em vez dos alimentos errados, como aqueles com xarope de milho rico em frutose.

Mas ainda temos esperança. Embora a dieta global esteja em uma encruzilhada, se olharmos pelas lentes de nutrição, podemos ver que muito do que está associado com hábitos saudáveis de alimentação está relacionado à água.

Veja seis maneiras para diminuir a sua pegada de carbono (e a sua cintura) durante as refeições: 

  • Coma comidas inteiras e sem processamento, beba água do filtro.
  • Faça uma dieta rica em alimentos vegetais, com pouca quantidade de carne e laticínios.
  • Coma comidas de verdade nos lanches e não “lanchinhos”.
  • Apoie os agricultores locais e coma, o máximo possível, localmente, regionalmente e de acordo com a estação do ano.
  • Comece a cozinhar! Desligue os programas de culinária da TV, onde a comida é como um esporte a ser acompanhado, e cozinhe!
  • Na mesa do jantar, pegue pouco e desperdice menos ainda. Jonathan Bloom, palestrante, falou com propriedade: “um prato vazio não deixa a sua consciência pesada”.
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