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Nutrição equilibrada e treinamento adequado aumentam a ação regenerativa do hormônio do crescimento (GH)

O hormônio do crescimento, do inglês growth hormone (GH), é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, e desempenha um importante papel no corpo humano. Ele é fundamental para o crescimento desde os primeiros anos de vida até quando atingimos idades mais avançadas, onde ainda é produzido.

Durante a noite, enquanto dormimos, ocorre a maior liberação do GH que após secretado estimula as células do nosso fígado para a produção do IGF-1 ou fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1. O IGF-1 é uma proteína com 70 aminoácidos que recebe esse nome por ter a sua estrutura muito semelhante à Insulina. A produção de IGF-1 é essencial para a nossa saúde por estimular ocrescimento celular, diminuir o percentual de gordura corporal, aumentar o anabolismo e a definição muscular, aumentar a síntese proteica, aumentar a reparação celular e aumentar a performance cardiovascular.

Existem mais de 800 estudos na literatura sobre o IGF-1, um deles em especial de Chicharro et al, publicado recentemente no British Journal of Sports Medicine, mostrou que ocorre um aumento nos níveis de IGF-1 em atletas durante a  primeira semana de treinamento.

Ainda segundo o estudo, o aumento nos níveis de IGF-1 foram relacionados com aumento da recuperação muscular após o exercício. Isso foi relacionado com a regulação endócrino-imune, ou seja, houve resposta inflamatória menor mediada pelos linfócitos (células de defesa).

Mas se você não é um atleta seguem aqui algumas dicas para manter os níveis ideais de GH e IGF-1:

• Ter uma nutrição adequada rica em proteínas como: ovos, carne vermelha magra, frango, peixes e derivados do leite;

• Ter uma baixa ingestão de açúcar e por consequência níveis adequados de insulina no sangue;

• Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente à noite.

• Não ser uma pessoa sedentária, ou seja, fazer pelo menos 150 minutos de exercícios semanalmente;

• Ter uma boa noite de sono,

• Ter níveis adequados de magnésio e de vitamina B6.

Mesmo que você siga todas essas recomendações, a produção do IGF-1 decresce com o envelhecimento, principalmente a partir dos 50 anos, por diminuição dos níveis de GH. Em alguns casos específicos é necessária a terapia com hormônio do crescimento, no entanto, isso irá depender de uma avaliação criteriosa com um médico especialista. O uso indiscriminado do GH sem indicação médica ou para fins estéticos é um risco para a saúde e não deve ser feita em hipótese alguma.

Bibliografia:  

1. Fragala M. S., A. R. Jajter, J. R. Townsend. Leukocyte IGF-1 Receptor Expression during Muscle Recovery. Med. Sci. Sports Exerc., Vol 47, No 1, pp. 92-99, 2015  

2. Nindl BC, Pierce JR. Insulin-like growth factor I as a biomarker of health, fitness and training status. Med Sci. Sports Exerc. 2010;42(1):39-49  

3. Saclier M, Cuvellier S. Monocyte/macrophage interactions with myogenic precursor cells during skeletal muscle regeneration. FEBS J. 2013; 280(17)  

4. Ye F, Mathur S, Liu M. Overexpression of insulin-like growth factor I attenuates skeletal muscle damage and accelerates muscle regeneration and functional recovery after disuse. Exp Physiol. 2013;98(5):1058-52  

5. Allen RE, Boxhorn LK. Regulation of skeletal muscle satellite cell proliferation and differentiation by transforming growth factor-beta, insulin-like growth factor I, and fibroblast growth factor. J Cell Physiol. 1989;138(2):311-5

Publicação do Dr. Guilherme Renke, parceiro do CamelBak Training Club.

Médico pela Universidade Estácio de Sá (RJ), Pós Graduado em Cardiologia pelo Instituto Nacional de Cardiologia do Rio de Janeiro (INCL), Pós Graduado em Tratamento e Prevenção de Doenças Relacionadas à idade pela Faculdade Ingá. Aprimoramento pela Harvard Medical School – Post Graduate Obesity Medicine (Boston, EUA) e pelo American Board of Obesity Medicine (EUA). Pesquisador aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ (Inovações no esporte 2012). Pós Graduando em Endocrinologia e Metabologia pelo Instituto de Pós Graduação Médica (IPEMED) com experiência em pesquisa clínica e laboratorial nas áreas de Andropausa/Hipogonadismo, realizando palestras em diversos eventos científicos da área. Saiba mais em seu site.
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Dr. Guilherme Renke

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